Aldo Rebelo defende o custeio sindical

Da Redação

” O falta para esse país são coragem e autoridade”. Foi o que afirmou o pré-candidato à presidência da República Aldo Rebelo nesta quinta-feira, 21, em evento realizado na sede da Força Sindical, em São Paulo.

Filiado ao Solidariedade, Aldo é o segundo convidado do ciclo de debates promovido pela central para ampliar a discussão eleitoral.

Ao defender sua candidatura, o ex-ministro dos governos de Dilma e Lula, falou sobre educação, segurança pública e criticou as reformas trabalhista e da previdência.

“ O problema é que a reforma não é feita para resolver o problema do país, e sim para atender aos interesses de uma parcela, sem debate, sem chegar a um denominador comum. E assim acaba aumentando a desigualdade”, opinou.

Questionado sobre o fim do imposto sindical, Aldo considerou a medida antidemocrática por criar uma relação desigual entre o capital e o trabalho.

“ Porque o Sistema S ainda existe e o imposto sindical não? A regra do jogo não pode ser essa. Isso não é democracia. É preciso dar os meios necessários para que a relação seja equilibrada, para que os trabalhadores tenham meios de defender seus interesses, não só os empresários”, disse num tom mediador.

Se eleito, o candidato prometeu que promoveria um debate para que a reforma trabalhista fosse mais equilibrada. Aldo também endossou que faria as mudanças necessárias para “ o país sair desse atoleiro” e  que não teria problema para governar mesmo com um congresso mais conservador, pois além de conciliador, possui os quesitos básicos para isso.

“Na política é preciso ter coragem e liderança. Não pode correr quando ouvir o berro da onça. E eu prometo que verei a onça e não vou correr”, finalizou.

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