Juros altos penalizam os trabalhadores

Os sucessivos reajustes na taxa básica de juros (Selic) promovidos pelo Comitê de Política Monetária(Copom), a equipe econômica do governo, numa sequência frenética de equívocos, foram um dos grandes responsáveis pela crise que se abateu sobre o País, penalizando, principalmente, a classe trabalhadora, detentores de menor renda.

O alto nível do desemprego, que chegou à casa dos 14,25% dos trabalhadores a.a., foi um dos nefastos resultados trazidos pelos altos juros. Outros foram a queda na produção e no consumo. Afinal, quem se arriscaria a investir no setor produtivo com juros tão elevados? E o povo, como manter o consumo de suas famílias com o dinheiro tão escasso?

Quando o Copom decidiu, acertadamente, iniciar uma redução nos juros, a partir de meados de 2017, o resultado mostrou que este seria o caminho certo a ser percorrido, não fosse o excesso de conservadorismo dos tecnocratas do governo em promover reduções “técnicas”, pouco a pouco, no estilo “conta gotas”, insuficientes para amainar a recessão no País, que já atingia índices alarmantes, e vencê-la definitivamente.

Nos dias 6 e 7 do mês que vem a equipe econômica estará reunida novamente para decidir sobre a taxa de juros, se a mantém, aumenta ou reduz. A Força Sindical e as demais centrais, como o fazem a cada reunião do Copom, estará em frente ao prédio do Banco Central, em São Paulo, para pressionar por uma redução contundente nos juros, capaz de recolocar a economia nacional definitivamente nos trilhos do crescimento econômico.

Confiamos no Brasil e acreditamos na força e na perseverança dos brasileiros. Queremos que o governo tome a iniciativa de promover, verdadeiramente, a retomada do desenvolvimento nacional. E baixar os juros a níveis aceitáveis é parte fundamental do processo.

Juros altos penalizam principalmente os trabalhadores, que veem seus empregos escapando por entre seus dedos e as dificuldades financeiras avolumando-se em milhões de lares brasileiros. Unidos, movimento sindical, trabalhadores e sociedade, vamos reverter este quadro!

João Carlos Gonçalves – Juruna
Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo

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