Manuela D’ Ávila defende revogação da reforma trabalhista e da PEC 95

Da Redação

Em debate realizado nesta terça, 17, na sede da Força Sindical, a pré-candidata a presidência da República Manuela D’ Ávila classificou o atual governo como “antinacional, entreguista e anti povo”.

Terceira convidada da série de debates, a candidata defendeu a união da esquerda em torno de um projeto que tire o país da crise. “A ideia é construir um projeto nacional que torne o país mais justo, e para isso a esquerda precisa se unir nessas eleições. Caso contrário, teremos mais retrocesso e desigualdades”, afirmou.

Candidata pelo PC do B, Manuela criticou a reforma trabalhista e o enfraquecimento das entidades sindicais. Para ela, a nova lei precisa ser revogada. “São milhões de desempregados e pessoas subocupadas, até parece que negociar [salário e cláusulas sociais] ficou mais fácil. É preciso colocar a revogação da reforma trabalhista no centro de um programa de valorização do trabalho”, disse.

Ainda na esfera trabalhista, Manuela defendeu a bandeira de 40 horas semanais e o combate a informalidade como forma de diminuir o déficit da Previdência Social. “ Precisamos pensar o mundo do trabalho de outra forma, tendo em vista a revolução 4.0.  Criar qualidade de vida. Tenho certeza que se diminuísse o tempo que o trabalhador passa na fábrica e o que ele passa dentro do ônibus, ele não se importaria de ter que contribuir por mais alguns anos para Previdência ” endossou.

Manuela falou sobre saúde, reforma tributária, segurança pública e igualdade de gênero. Segundo a candidata, seu governo terá medidas voltadas para as mulheres. “A desigualdade afeta a todos, mas principalmente a mulher. É ela quem mais sofre com a ausência do Estado. É ela que deixa de trabalhar ou estudar porque não tem com quem deixar o filho. E se queremos  um país com menos desigualdade, temos que pensar em meios que melhorem a vida desta mulher, como medidas de combate a violência  doméstica e a descriminalização do aborto para que menos mulheres pobres morram num aborto clandestino”, refletiu.

A candidata defendeu que seu mandato será participativo e que uma de suas primeiras ações seria revogar a PEC 95. “Não tem como governar um país sem verba. Isso seria demagogia”, finalizou.

Crédito Jaélcio Santana

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