Muitos desafios nos esperam em 2018

As mulheres lutam há anos por melhores condições de trabalho, pela igualdade salarial , trabalho decente , educação e saúde, moradia, saneamento, enfim, lutam por uma vida digna e conseguiram algumas conquistas. No entanto, agora enfrentam um verdadeiro tsunami no mercado de trabalho: nova lei trabalhista, terceirização e ameaça da reforma da Previdência, todas medidas que retiram direitos dos trabalhadores, mas principalmente quem mais sofre são as mulheres.

A nova lei trabalhista retira direitos fundamentais conquistados com muita luta pela classe trabalhadora, rasga a Constituição de 1988 e muda mais de 100 artigos da CLT. Junto com a terceirização foram estabelecidas novas condições de trabalho, novas modalidades de contratação, mudanças na jornada de trabalho e enfraquecimento dos sindicatos e da justiça do trabalho. Estas novas regras impactarão negativamente sobre a vida laboral dos trabalhadores, em especial das mulheres.

A situação é grave e precisamos reagir para impedir que estas novas medidas sejam implantadas, por exemplo, contrato intermitente, contrato em tempo parcial, contrato temporário, terceirização, além dos assédios moral e sexual que precisam ser combatidos em todas suas vertentes e espaços e da reforma da Previdência, que está tramitando no Congresso Nacional.

Precisamos ficar atentas e impedir que gestantes trabalhem em locais insalubres. A nova lei trabalhista estabelece que a gestante pode trabalhar em locais insalubres com a autorização de um profissional de saúde. Vale perguntar: quem será este profissional? O médico da empresa que defende os seus interesses?

Atenção mulheres! Toda essa precariedade que querem nos impor não devem nos amedrontar, nem desistir da luta. Vamos afastar estas ideias de não votar, votar branco ou nulo. Ao contrário. Vamos nos unir, para nos fortalecer e escolher candidatos que tenham compromisso conosco. Que defendam nossos direitos. Este ano é um ano eleitoral, muito importante e nós temos uma arma poderosíssima que é o voto. Podemos dizer este será eleito ou não. Vamos exercer nosso papel de cidadã desse País. Somos maioria.

Maria Auxiliadora dos Santos é Secretária nacional da Mulher da Força Sindical

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