Mulheres da Força vão entregar carta-compromisso aos candidatos a deputados

Fonte: Assessoria de imprensa da Força

Elas querem que, se eleitos deputados, eles defendam seus direitos na Câmara dos Deputados

As mulheres da Força Sindical decidiram entregar aos dirigentes sindicais da Central que disputarão as eleições para deputados em 2018 uma carta-compromisso contendo suas reivindicações. O documento será lançado em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em ato a ser realizado junto com a Força São Paulo, segundo Maria Auxiliadora dos Santos, secretária nacional da Mulher da Força.

“Queremos dos candidatos, especialmente os de nossas bases,(sindicatos da Força) o compromisso de defender nossas reivindicações”, explicou Mônica Veloso, autora da proposta e diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco. A ideia não se resume em defender iniciativas que as favoreçam, mas também barrar aquelas que prejudicam e denigrem a imagem das mulheres, como defendem parlamentares conservadores.

João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força, sugeriu às mulheres que, além de temas específicos, debatam também outros assuntos, como por exemplo, do cotidiano, sindicalização e contribuição sindical.

Laura Santos, secretaria da Mulher da Força São Paulo, afirmou que no dia 8 serão debatidos temas sobre a violência e os impactos da reforma da Previdência e da nova lei trabalhista.

O combate à violência contra as mulheres é tema da campanha que vem sendo desenvolvida pelo Comitê Executivo da IndustriALL Global Union. A entidade representa trabalhadores dos setores químico, farmacêutico, metalúrgico, couro e calçados de 140 países e convida os sindicatos afiliados a assumirem a promessa de combater a violência contra as mulheres e tomar medidas ativas para implementar seus compromissos.

A entidade elaborou um vídeo sobre o tema. Para a IndustriALL, a violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos. É um obstáculo para a igualdade de gênero. Segundo um relatório da ONU, 35% das mulheres sofrem violência física, psicológica ou sexual. Em alguns países, essa proporção atinge 70%.

Valclecia Trindade, 2ª secretária da Central; Ruth Coelho Monteiro, secretária dos Direitos Humanos e Neuza Barbosa de Lima, secretária da Criança e Adolescente; Elza Costa , diretora de Finanças do Sindicatos dos Metalúrgicos de SP também debateram ideias de atrair mais mulheres para o movimento sindical. Também participaram representantes de diferentes categorias, como aposentados, alimentação, borracha, metalurgicos, edificíos e condomínios, entre outros.

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