Ônibus de Mongaguá,na iminência de greve

Fonte: Assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região

Se até o quinto dia útil de março a empresa Beira Mar, que opera os ônibus urbanos e escolares de Mongaguá, não resolver pendências trabalhistas, os empregados poderão entrar em greve

Eles quase paralisaram os serviços ontem, segunda-feira (26), mas, em assembleia na tarde de sábado (24), resolveram dar um voto de confiança para não prejudicar os estudantes.

Essa confiança, segundo o vice-presidente do sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários de Santos e Região, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, “tem limite”.

Desta vez, eles paralisariam as atividades porque o adiantamento de parte dos salários de fevereiro não saiu na sexta-feira (23), conforme previsto no acordo coletivo de trabalho.

“O pessoal está cansado de seguidos atrasos salariais e outras irregularidades trabalhistas”, diz o dirigente. Ele lembra que, na sexta-feira retrasada (9), houve greve de um dia.

Aquela greve do dia 9 foi suspensa porque a empresa depositou os salários atrasados de janeiro e prometeu regularizar a situação de seis trabalhadores sem registro em carteira.

Não cumpriu

A Beira Mar ficou de registrar esses trabalhadores e pagar seus atrasados na quarta-feira passada (14), mas não cumpriu a palavra. Além disso, está em atraso com as contribuições de Inss e ‘fgts’.

A empresa tem 41 motoristas, sete trabalhadores de manutenção, cinco administrativos, quatro de fiscalização e quatro de limpeza, que receberam os atrasados naquela sexta-feira (9).

Ela tem 12 ônibus, que transportam 12 mil passageiros por dia, e 14 veículos que levam 600 alunos da rede pública. As greves nessa empresa são frequentes.

Em 2017, a frota foi paralisada, por atrasos salariais, em março, setembro e outubro. Nesta segunda-feira, ela opera com a frota reduzida por problemas de manutenção.

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