Paralisados, portuários de Santos querem ser ouvidos por Temer nesta 2ª feira

Fonte: Assessoria de imprensa do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão

Paralisados desde as 7 horas da manhã desta segunda-feira (2), os estivadores e os operários de capatazia, as duas maiores categorias do porto, querem ser ouvidos pelo presidente Michel Temer (PMDB), que estará em Santos às 19 horas.

Os presidentes dos dois sindicatos, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’ e Claudiomiro Machado ‘Miro’, estarão diante do centro de convenções Mendes, na avenida Francisco Glicério, onde Temer é aguardado para um evento sobre questões portuárias.

Se não forem recebidos pelo presidente, os sindicalistas acionarão um protesto com carro de som e centenas de portuários defronte ao local, entre a avenida Ana Costa e o canal 2, além de prosseguir com a paralisação por tempo indeterminado.

Nei e Miro querem conversar com o presidente sobre vários problemas, principalmente os causados pela medida provisória 595-2012, que regula a exploração dos portos, direta ou indiretamente, pela união. Eles ponderam que Temer ouviu os empresários sobre o assunto.

À tarde
Às 13 horas, acompanhados por dirigentes dos sindicatos dos operadores de guindastes e empilhadeiras, consertadores, vigias de bordo e trabalhadores do bloco, os líderes da estiva e dos operários estarão no posto 3 de escala do órgão gestor de mão de obra, na Ponta da Praia.

Essas categorias participaram de enorme mobilização nesse local, entre as 6 e as 8 horas da manhã, protestando contra o descanso obrigatório de 11 horas. Os trabalhadores querem garantia de excepcionalidades, trabalho e ganho após o intervalo.

O problema é que os avulsos, ao contrário dos empregados fixos de qualquer setor, ganham apenas quando têm trabalho disponível. E, muitas vezes, o descanso obrigatório os prejudica.

Brasília

Nei e Miro estranham a intransigência do Sopesp e do Ogmo. Lembram que os operadores do cais público aceitam as excepcionalidades propostas pelos sindicatos para implantação do descanso.

Os dois irão a Brasília, no ministério do trabalho, buscar uma nota técnica, prometida na semana retrasada pelo ministro Helton Yomura, contra a implantação da medida sem as excepcionalidades.

Eles defendem ainda que, no retorno ao cais, após o descanso, previsto em lei, haja garantia de trabalho ou de ganho pela média, conforme garantido na legislação.

A possibilidade da paralisação não ocorrer, segundo as lideranças sindicais, é o Ogmo não implantar o descanso de 11 horas sem as excepcionalidades e o Sopesp voltar às negociações.

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