Proguaru: Força Sindical cobra de prefeito manter empregos

FONTE: Agência Sindical

Nesta quinta (23), acontece no Tribunal Regional do Trabalho-SP nova audiência de tentativa de conciliação entre Proguaru e Sindicato dos Servidores Municipais de Guarulhos (Stap). Os trabalhadores estão em greve desde segunda, na defesa dos empregos. O movimento está forte, avalia o Stap. Prefeito segue atacando.

A Força Sindical Nacional e a Regional têm apelado ao prefeito Guti (PSD) que salve a empresa de economia mista, que há 43 anos presta serviços ao município, e os 4,6 mil empregos. Ou seja, manter a empresa de zeladoria, ainda que reestruturada, preservar empregos e, em caso de PDV, apresentar um Plano digno.

Miguel Torres, presidente nacional da Central, afirma: “Só não tem jeito pra morte. Em tudo o mais, o diálogo franco encontra soluções. Cabe ao prefeito um gesto concreto”. Diz o sindicalista: “A Força Sindical, sem abrir mão de lutar, busca sempre solução negociada. Foi o caso de acordo nacional pela revisão do Fundo de Garantia, no governo Fernando Henrique”.

O presidente do Stap, Pedro Zanotti Filho, explica que os funcionários da Proguaru são em sua maioria humildes e muitos já estão em idade avançada, o que provocaria certamente um caos social na cidade.

“Estes companheiros recebem, em média, R$ 1.300,00 por mês. Além disso, grande parte deles já está em vias de aposentadoria. Fechar a empresa e demitir esses trabalhadores é uma atitude lamentável. Muitos seguirão desempregados. E o que acontece com o desemprego? Mais gente passando fome no País”, ressalta Pedro.

Carta – Josinaldo José de Barros (Cabeça), presidente dos Metalúrgicos de Guarulhos Região, publicou Carta ao Prefeito em jornal da cidade, quarta, 22. Ele diz a Guti: “O senhor pode salvar a empresa ou então ser carrasco dos trabalhadores”.

Cabeça conta que todo o movimento sindical na cidade está unido nesta luta pela preservação da empresa, dos 4,6 mil empregos e contra este projeto de maldade do governante. “Ele nasceu em berço de ouro. Eu já fiquei desempregado e sei o quanto é difícil viver nessa situação”, conclui o dirigente metalúrgico.

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