Sindicalistas defendem campanha salarial unificada

Da Redação

Sindicalistas de várias categorias e centrais participaram nesta terça-feira, 19, de plenária sobre campanha salarial do 2° semestre.

Organizado pela Força São Paulo, o evento discutiu a importância de campanhas salariais unificadas como alternativa para minimizar os efeitos da reforma trabalhista.

“Neste momento o movimento sindical não pode ficar pulverizado, é preciso discutir a unidade de ação, de luta. A unidade nas campanhas salariais amplia a possibilidade de vitória”, afirmou o presidente da Força SP Danilo Pereira ao abrir o debate realizado na prefeitura de Campinas.

Com a reforma trabalhista, além da perda de financiamento, o movimento sindical teve o seu o poder de representação reduzido, uma vez que o funcionário pode negociar diretamente com o patrão. E se antes a luta era para ampliar direitos, a dificuldade agora é manter os já conquistados.

” Até 2014 as categorias faziam greves propositivas, para ampliar direitos, mas agora com a reforma e o desemprego em alta, as greves são defensivas, para defender os direitos adquiridos em outras convenções, visto que a maioria das greves são por causa do atraso salarial”, revelou o diretor do Dieese Clemente Ganz.

Ao apontar como foram as negociações do 1º semestre de 2018, Clemente defendeu uma reestruturação no movimento sindical. Para ele, os sindicatos precisam passar por uma reforma para conseguir prever as novas demandas dos trabalhadores em vez de esperar uma decisão favorável do Supremo no próximo dia 28 ou a eleição de um candidato que revogue as novas leis.

” O grande desafio do movimento sindical agora é se reinventar, é entender que precisa de uma reforma sindical profunda, que leve em conta não só as mudanças trazidas pela reforma trabalhista, mas também as mudanças tecnológicas. Portanto é preciso que a juventude assuma o protagonismo do movimento sindical e aponte o que gostaria de negociar “, propôs.

Eleições 2018

O encontro também discutiu a importância de ter representantes da classe trabalhadora no Congresso e pediu comprometimento com a Agenda da Classe Trabalhadora a Aldo Rebelo.

Próximo convidado do ciclo de debates com presidenciáveis, o pré- candidato Aldo defendeu uma pauta unificada ao falar do seu projeto de governo. Para Rebelo, o que o país precisa é de uma agenda que vá além da divisão ideológica de direita ou esquerda.

“O país está dividido, num processo de desorientação. Sair da crise, reduzir desigualdades, melhorar a saúde deve ser o projeto de todos, não apenas da esquerda”.

O candidato estará nesta quinta, 21, na sede da Força Sindical a partir das 10h.

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