Sintracomos mantém em 2018 apoio a desempregados de Cubatão

Fonte: Assessoria de imprensa do Sintracomos

Com tristes semblantes, desempregados em mais um dia de protesto no Centro do polo industrial cubatense

Há cerca quatro anos, toda segunda, quarta e sexta-feira, cerca de 1.500 desempregados, às vezes até 3 mil, se reúnem no Centro de Cubatão, um dos mais importantes polos industriais do Brasil.

Além de lamentar a atual política econômica recessiva do governo, eles têm como objetivo impedir que as poucas vagas nas empreiteiras não sejam preenchidas por trabalhadores de outras regiões e estados.

O movimento, apoiado pelo sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial de Santos, baixada santista e litoral (Sintracomos), existe desde 2014.

Ele surgiu voluntariamente, quando ficou claro que a preferência das empresas terceirizadas por mão de obra de outras plagas devia-se a um fato bastante injusto: impedir ações trabalhistas.

O presidente do sindicato, ‘Macaé’ Marcos Braz de Oliveira, esclarece que a estratégia se baseia no fato de que, legalmente, o assalariado só pode impetrar ação judicial na cidade onde presta o serviço.

Como o operário, de volta à cidade de origem, encontra dificuldades para retornar a Cubatão, a fim de procurar a Justiça do Trabalho, estava descoberta a mina de ouro para os maus patrões.

Reflexão

“Eles desrespeitavam o maior número de direitos trabalhistas possíveis, mesmo com severa vigilância do sindicato, sabendo que depois de terminada a obra ou manutenção ficariam livres das ações”, diz Macaé.

Em 2016, os desempregados passaram a se reunir diante da subsede do sindicato, que fica em frente ao fórum da cidade. Mas a aglomeração ali, área de segurança, desagradou a direção do poder judiciário.

Além da segurança, a administração do fórum alegou que as centenas de bicicletas presas com cadeados passaram a danificar as já enferrujadas grades do prédio.

Consensualmente, as partes procuraram a prefeitura e a secretaria estadual do trabalho, que arranjaram um imóvel, na rua Fernando Costa, 1.096, diante da qual até hoje são feitas as três manifestações semanais.

O movimento, segundo o tesoureiro do Sintracomos, Geraldino Cruz Nascimento, diretor responsável pelo acompanhamento das reuniões abertas, não tem vínculo com partidos políticos.

“A finalidade é acompanhar de perto as vagas abertas nas empreiteiras, para que sejam preenchidas com mão de obra local”, explica o sindicalista.

Geraldino, porém, sempre orienta os desempregados a refletirem sobre as eleições deste ano, pois “delas dependerá o futuro próximo do país. Se prosseguiremos na recessão ou voltaremos ao desenvolvimento”.

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