Sintraport consegue suspender intervalo de 11 horas no porto

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sintraport

Por sugestão do presidente do sindicato dos operários portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado ‘Miro’, o intervalo de 11 horas entre as jornadas dos trabalhadores avulsos do porto de Santos, iniciado na manhã desta quinta-feira (1º), foi suspenso por 30 dias.

A proposta foi acatada por representantes do sindicato patronal dos operadores portuários (Sopesp) e do órgão gestor de mão de obra (Ogmo), em mesa redonda no Ministério do Trabalho, na manhã desta quinta-feira, requerida pelo sindicalista na quarta (28).“Foi uma vitória”, diz Miro. “Eu queria a dilatação do prazo para os trabalhadores serem mais bem informados e orientados sobre o intervalo. Não tinha sentido o aviso e implantação da medida em cima da hora, deixando todo mundo apavorado”.

“Da forma como fizeram, tacando o terror, como se diz popularmente, isso não daria certo”, pondera o sindicalista. “Tanto que já estava em andamento uma ‘operação padrão’ em alguns setores e a possibilidade de greve era iminente”.

Renda mínima

Miro requereu a mesa-redonda e convidou para ela representantes dos sindicatos dos estivadores, operadores de guindastes e empilhadeiras e de outras categorias: “Sempre defendemos a unidade e agora não poderia ser diferente, neste momento difícil para todos”.

O encontro no escritório ministerial foi rápido e dali os sindicalistas saíram para os postos de escala do ogmo, “a fim de dar a boa nova aos trabalhadores”, nas palavras do presidente do Sintraport. Ele propõe que os sindicatos mantenham a unidade no desenrolar do processo.

“Se os empresários e o órgão gestor querem implantar o intervalo obrigatório de 11 horas entre as jornadas, precisam também considerar as nossas reivindicações, para que isso ocorra de forma justa, sem prejudicar os trabalhadores”, defende Miro.

Ele acha que a medida deve ser baseada na garantia do trabalho, de uma renda mínima ou uma diária, “seja lá o que for. O que não pode é o trabalhador se deslocar até o ponto de escala, não ser escalado e voltar para casa de mãos abanando”.

Unidade
Miro sugere que os sindicatos se reúnam, nos próximos dias, para iniciar uma conversação conjunta com o Sopesp e o Ogmo: “O diálogo sempre foi e será a melhor alternativa para o sucesso das duas partes nas relações de trabalho.
Tudo que é forçado gera reação”.

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