Trabalhadores protestam em frente ao Consulado Americano contra sobretaxa do aço

Fonte: Assessoria de imprensa da Força Sindical

Medida colocará em risco 400 mil empregos no País

Os trabalhadores realizaram hoje (dia 5), em frente ao Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, um protesto contra a decisão do presidente TRUMP de sobretaxar as importações de aço e alumínio. “Estamos defendendo o emprego no Brasil. Esta medida unilateral prejudica milhares de trabalhadores brasileiros, especialmente aqueles que trabalham nas áreas de siderurgia e componentes metálicos”, declarou João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, que defendeu a negociação para chegar a um acordo entre as partes.

A manifestação foi convocada pelas centrais sindicais, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) , ligada a Força Sindical e Confederação dos metalúrgicos da CUT.

“A sobretaxa colocará 400 mil empregos em risco”, afirmou Miguel Torres, presidente da CNTM. Segundo ele, “o governo brasileiro precisa pressionar o governo norte-americano porque esta pancada só vai piorar o desemprego que está alto. As centrais”, completou, “ devem solicitar uma reunião com o chanceler brasileiro para tratar do assunto”.

José Heitor Santana, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Branco (MG), onde existe a maior fábrica da Gerdau no País, disse que os trabalhadores estão indignados. “Esta decisão não prejudicará apenas os metalúrgicos, mas todos os trabalhadores porque com demissões, o consumo e a produção caem”, lembrou.

O diretor de Comunicação da Força Sindical São Paulo, Rodrigo de Morais, defendeu a realização de mais atos para evitar o aumento da estatística de desemprego no País que está em 12 milhões e 700 mil pessoas.

Helio Herrera, da Força São Paulo, classificou a sobretaxa como terrível para o Brasil.

Uébio José da Silva, vice-presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos, considera que o Brasil deve negociar com o governo Trump para evitar o desemprego .

Já Luis Carlos Prates, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, e integrante da direção do CSP Conlutas, ressaltou que o ato era para protestar contra a política econômica do presidente Trump. “Essa sobretaxa levará milhares de famílias a perderem seu sustento. Esta não é uma medida isolada, mas uma ação para desindustrializar o País para que os brasileiros vendam apenas commodities. Neste pacote de desindustrialização está a venda da Embraer para a Boeing”, afirmou.

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